Cimeira de paz para a Ucrânia: desafios e perspetivas

CIMEIRA DE PAZ PARA A UCRÂNIA NA SUÍÇA

No próximo mês de junho, entre os dias 15 e 16, o mundo vai acompanhar a cimeira de paz para a Ucrânia que vai realizar-se na Suíça. A ideia surgiu em janeiro, após a bem-sucedida visita de Estado de Zelensky à Suíça.

OBJETIVO DA CIMEIRA

O objetivo é muito virtuoso: delinear um roteiro para futuros esforços de paz na Ucrânia. É um primeiro passo, mas parece-me óbvio que qualquer esforço de paz só tem uma consequência efetiva se as duas partes, a Rússia e a Ucrânia, tiverem a disponibilidade para esse esforço.

CIMEIRA DE PAZ E OS ENVOLVIDOS

Para a iniciativa helvética foram convidados 160 países, com nações de todos os continentes, incluindo a EU, G7, G20 e BRIC (com a exceção da Rússia). Aparentemente, e infelizmente, poderão existir várias faltas de comparência. Todavia, a cimeira em Lucerna poderá ganhar peso diplomático, uma vez que os líderes do G7, incluindo o Presidente dos EUA, Joe Biden, já deram sinais de poder vir a estar presentes.

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POSIÇÃO DA RÚSSIA E UCRÂNIA

O que defendem a Rússia e a Ucrânia para terminarem a guerra? A Ucrânia defende a retirada de todas as tropas russas do seu território, a restauração da integridade territorial ucraniana, a libertação de todos os prisioneiros de guerra e deportados, bem como a punição dos responsáveis por crimes de guerra. Do lado russo, é exigido a desmilitarização e o estatuto de neutralidade da Ucrânia, bem como a concessão de território ucraniano à Rússia.

PROBLEMAS E DESAFIOS

Esta semana Xi Jinping regressou à Europa, a um mês da cimeira de paz e cinco anos depois da última visita. Um dos temas que estará na agenda será a guerra da Rússia na Ucrânia. É certo que os responsáveis da UE estão cada vez mais céticos quanto ao papel que Pequim – o aliado mais importante de Moscovo – pode desempenhar em qualquer processo de paz futuro, mas Macron não deixará de voltar a fazer um último esforço.