A revolução da fast fashion no transporte aéreo

A REVOLUÇÃO DO E-COMMERCE DE FAST FASHION NO TRANSPORTE AÉREO

Os retalhistas do comércio online de fast fashion, como a Shein e Temu, têm revolucionado a indústria global de carga aérea, uma vez que optam por este meio de transporte para encurtar a tempo de entrega e conseguirem atrair consumidores, segundo a ‘Reuters’. De acordo com dados de junho do Congresso norte-americano, a Shein e a Temu juntas enviam cerca de 600 mil embalagens para os Estados Unidos por dia.

EMPRESAS DE E-COMMERCE CHINAS DOMINAM O SETOR

“A maior tendência que afeta o frete aéreo no momento não são os conflitos que se sentem no Mar Vermelho, mas sim as empresas chinesas de comércio eletrónico, como a Shein e Temu”, afirma Basile Ricard, diretor de operações na China na Bollore Logistics. De acordo com dados da Cargo Facts Consulting, a Temu embarca cerca de quatro toneladas por dia, a Shein cinco mil toneladas, a Alibaba.com mil toneladas e a TikTok, cerca de 800 toneladas. Estes valores equivalem a cerca de 108 cargueiros Boeing 777 por dia.

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FAST FASHION E SEU IMPACTO NO TRANSPORTE AÉREO

Atualmente, a fast fashion representa metade do total de remessas de comércio eletrónico transfronteiriço da China e ocupa um terço dos aviões de carga globais de longa distância, de acordo com a empresa de comunicação de transporte transfronteiriço Baixiao. Os aumentos das vendas destas marcas têm sido impulsionados pelos baixos preços que elas apresentam, com a Shein a ser responsável por um quinto do mercado global de fast fashion.

 

O crescimento da Temu e da Shein não tem deixado espaço para outras empresas nos embarques aéreos, numa altura em que os transportes marítimos têm sofrido com os ataques no Mar Vermelho e que o transporte aéreo é a opção mais viável. O aumento da procura por transportes aéreos tem levado à subida do preço do frete, o que faz com que as empresas procurem outra alternativa. A Shein e a Temu já revelaram que estão a procurar usar mais transporte marítimo e a considerar abrir armazéns fora da China, de forma a encurtar o tempo de envio.

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