Deficiência de matéria-prima ameaça setor florestal em portugal

Deficiência de matéria-prima ameaça setor florestal em Portugal

A importação de madeira ameaça a sustentabilidade da atividade

O défice de matéria-prima tem vindo a aumentar, ameaçando a sustentabilidade da atividade e obrigando a centenas de milhões de euros de importações de madeira que poderia ser produzida em Portugal e contribuir para a valorização da economia rural, lê-se num comunicado divulgado esta terça-feira, 26 de dezembro, pela empresa produtora de pasta e papel.

Setor florestal é responsável pela criação de valor acrescentado e exportação de bens

Segundo a The Navigator Company, o setor florestal em Portugal, e em particular o da pasta e papel, “tem sido responsável pela criação de elevado valor acrescentado, pela exportação de bens transacionáveis, pela criação de emprego (com grande número de agentes envolvidos na produção, transformação e comercialização dos seus produtos) e pelo papel como agente dinamizador de zonas desfavorecidas”.

Setor da pasta e do papel é essencial para a economia rural

“A vitalidade do setor florestal, nomeadamente a importância das suas indústrias transformadoras, tem hoje forte expressão pelo seu relevante caráter exportador, totalizando cerca de 9% das vendas nacionais ao exterior”, refere, detalhando que, “em 2022, só o ‘cluster’ da pasta e do papel assegurou o equivalente a cerca de 55% das vendas ao exterior de todo o setor florestal”.

MAIS:  UE implementa novo instrumento anti-coerção económica para proteger os seus interesses

Florestas portuguesas geram emprego qualificado

Por outro lado, as florestas portuguesas asseguram também a criação de emprego qualificado, a geração de riqueza no mundo rural e a fixação de populações, destaca a Navigator, precisando que “só a fileira do eucalipto gera mais de 80 mil empregos na economia portuguesa”.

Navigator é líder no setor florestal em Portugal

Responsável pela gestão de cerca de 109 mil hectares de floresta em todo o país, a Navigator surge no ‘ranking’ de 2022 da consultora Iberinform Portugal relativo às “duas mil maiores empresas do distrito de Setúbal” como a empresa que mais criou valor para a região, tendo reforçado a sua posição como a terceira maior exportadora em Portugal e a maior geradora de valor acrescentado nacional.

Companhia investiu 210 milhões de euros na produção florestal

A Navigator diz representar aproximadamente 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, cerca de 3% das exportações nacionais de bens e mais de 30 mil empregos diretos, indiretos e induzidos em todo o país, tendo investido em 2022 um total de 210 milhões de euros na cadeia de valor da produção florestal.

MAIS:  Confi ança dos empresários cai na Alemanha devido à fragilidade econômica

Mais de 92% dos produtos são exportados

Mais de 92% dos produtos do grupo são vendidos para fora de Portugal, em 30 países dos cinco continentes.