Presidente do BCE espera análise do comité de ética sobre a conduta do governador do Banco de Portugal

A PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL EUROPEU (BCE) ESPERA A ANÁLISE DO COMITÉ DE ÉTICA SOBRE A CONDUTA DO GOVERNADOR DO BANCO DE PORTUGAL, MÁRIO CENTENO

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse hoje que está aguardando a análise do comité de ética do BCE sobre a conduta do governador do Banco de Portugal, Mário Centeno. O primeiro-ministro português, António Costa, indicou Centeno para sucedê-la.

Lagarde afirmou que o BCE possui um forte código de conduta e um comité de ética para garantir que as regras éticas sejam aplicadas de forma adequada e coerente. Ela recebeu cartas de eurodeputados solicitando a análise do comité de ética do BCE sobre o assunto.

A presidente do BCE salientou que a independência dos órgãos de decisão do BCE é fundamental para o cumprimento de seu mandato e destacou a importância de que todos os decisores políticos respeitem os mais elevados padrões éticos.

As declarações de Lagarde foram uma resposta à eurodeputada Lídia Pereira, do partido social-democrata, que questionou se o BCE iria ignorar a violação do seu código de conduta ou tomar alguma medida.

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Para Pereira, a proposta do primeiro-ministro para Centeno sucedê-la constitui uma “violação flagrante do código de conduta”, uma vez que Centeno passou pela porta giratória do governo antes de se tornar governador do Banco de Portugal e membro do Conselho de Governadores do BCE.

Em relação a esses comentários, o eurodeputado socialista Pedro Marques lamentou que o partido social-democrata traga questões nacionais para o Parlamento Europeu e afirmou que o Banco de Portugal e seu governador cumpriram todas as suas funções com independência.

O grupo do Partido Popular Europeu, ao qual pertence o partido social-democrata português, já havia questionado o BCE sobre a conduta do governador do Banco de Portugal. O eurodeputado centrista Nuno Melo também havia feito o mesmo.

Mais tarde, foi divulgado o parecer do Banco de Portugal sobre a conduta de Centeno, no qual se alerta para possíveis danos à imagem do regulador devido à polémica em torno do convite ao governador. No entanto, a Comissão de Ética considerou que Centeno cumpriu os deveres gerais de conduta.

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