Bolsa de Lisboa encerra com ligeiras perdas, Galp e BCP recuam

A BOLSA DE LISBOA ENCERROU A SESSÃO COM PERDAS LIGEIRAS
A bolsa de Lisboa encerrou a sessão desta quarta-feira com perdas muito ligeiras, na ordem de 0,06%, para 6.280,45 pontos, em face das quedas mais acentuadas da Galp e do BCP, numa Europa mista.

GALP E BCP CAEM

A Galp recuou 1,49% e os respetivos títulos ficaram-se pelos 13,26 euros, ao passo que o BCP contraiu 1,09% e terminou nos 0,2905 euros. As mexidas no mercado petrolífero pesaram na cotação da petrolífera, já que o barril de brent está a recuar 3,76%, até aos 79,35 dólares, ao mesmo tempo que o crude derrapa 3,88% e está a ser negociado em 74,75 dólares por barril.

GREENVOLT E ALTRI SOBEM

Em sentido contrário, a Greenvolt viveu um bom dia, ao dar um salto de 1,42%, até aos 6,775 euros, enquanto que a Altri valorizou 1,21%, para 4,842 euros. Seguiu-se a EDP Renováveis, ao subir 0,95%, para 15,95 euros.

MERCADOS EUROPEUS FECHAM COM GANHOS

Entre os mercados europeus, Reino Unido e Itália terminaram com deslizes ligeiros, na ordem de 0,16% e 0,02%, respetivamente. Em terreno negativo terminou Espanha, que se adiantou 0,61%, enquanto o Euro Stoxx 50 somou 0,47%. Logo atrás, França encaixou 0,43%, ao passo que a Alemanha ganhou 0,36%.

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ANALISTAS COMENTAM A SITUAÇÃO

“A maioria dos principais índices de ações europeus encerrou em alta, com o português PSI a figurar entre as exceções, arrastado pelas correções de J. Martins, BCP e Galp”, de acordo com a análise do departamento de mercados acionistas do Millenium Investment Banking.

Os mesmos analistas assinalam que “a petrolífera foi pressionada pela queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais, perante o adiamento da reunião da OPEP+ que estava agendada para o próximo fim de semana e poderia ditar ajustamentos à oferta de forma a sustentar o preço. Rumores apontam que tenha sido justificada por um aparente um descontentamento da Arábia Saudita relativamente ao nível de produção dos seus pares”.

“O setor Energético foi assim o mais castigado, sendo que as perdas foram compensadas pela valorização mais expressiva de setores como o de Viagens & lazer, Tecnológico e Imobiliário”, referem ainda os analistas.