Energia nuclear e inteligência artificial: uma parceria promissora para o futuro

RELACIONAMENTO ENTRE ENERGIA NUCLEAR E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Um duplo relacionamento entre a energia nuclear e a inteligência artificial está a ser explorado. O primeiro relacionamento envolve a intervenção da inteligência artificial no controlo da estabilização do plasma a altas temperaturas, no interior do reator de fusão nuclear. Esta intervenção consiste na criação de um algoritmo de apoio, que será um instrumento importante para o sucesso da fusão nuclear. Por outro lado, as grandes empresas de tecnologia, como a Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft, precisam de instalar grandes centros de dados para impulsionar a inteligência artificial. No entanto, esses centros consomem muita energia e água. Nesse sentido, a Microsoft está a recrutar especialistas e a considerar a utilização de pequenos reatores modulares para resolver o problema do elevado consumo energético.

Os Estados Unidos, através do programa IRA, estão a apoiar financeiramente projetos relacionados com pequenos reatores modulares (SMR). Estes reatores, além de fornecerem energia limpa para os centros de dados, também ajudam as empresas a cumprir os seus compromissos de redução de emissões de CO2. Além disso, a Microsoft está interessada em tecnologias avançadas de reatores e anunciou a construção de um SMR de fusão em parceria com a Helion Energy.

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Apesar dos benefícios da energia nuclear e da inteligência artificial, a Europa está a enfrentar dificuldades na sua política energética. Enquanto os Estados Unidos e a China estão a avançar rapidamente nestas áreas, a Europa está a ficar para trás, com desentendimentos e falta de metas claras a longo prazo. Isso está a causar uma paralisia e desânimo na União Europeia, que está a perder o comboio nesta área crucial para o futuro.