Rápidas respostas. Qual foi o motivo que levou à demissão de Paddy Cosgrave?

A polémica em torno dos comentários do diretor executivo da Web Summit, Paddy Cosgrave, levou ao seu pedido de demissão durante o fim-de-semana. O irlandês pediu desculpa pelos efeitos gerados pelo seu tweet a condenar crimes de guerra, mas reforçou o apelo para que a lei internacional seja cumprida.

O CEO Paddy Cosgrave gerou polémica ao afirmar que “Crimes de guerra são crimes de guerra mesmo quando cometidos por aliados, e devemos chamá-los pelo que são”. Essa frase em um tweet do dia 13 de outubro gerou muita controvérsia. Mesmo sem mencionar o nome de Israel, Cosgrave chamou a atenção para a necessidade de cumprir a lei internacional em todos os cenários, o que indignou os responsáveis israelenses e simpatizantes do governo sionista.

Em reação às palavras de Paddy Cosgrave, várias figuras o acusaram de antissemitismo e apoio ao terrorismo. Gigantes como Meta, Google, Amazon, Siemens e Intel anunciaram que não participariam no evento. O embaixador israelense em Portugal classificou o pedido de Cosgrave como “ultrajante” e suas posições políticas como “extremistas”.

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Apesar da demissão de Cosgrave, a Web Summit deste ano irá ocorrer sem problemas e de acordo com o plano previsto. O evento não contará com as marcas que decidiram boicotar, mas espera-se mais de 70 mil visitantes na Feira Internacional de Lisboa (FIL).

O futuro da cimeira de tecnologia além de 2023 ainda não foi comentado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas. Moedas projetou apenas um evento de sucesso, pois é “um evento importantíssimo” para a capital. O objetivo é que haja união em torno da cimeira e da inovação tecnológica.