LVMH regista queda nos negócios de bebidas

A queda no crescimento da LVMH devido a fatores como inflação e instabilidade global

O aumento da inflação, a crescente instabilidade global e a queda na procura de bebidas de alta gama foram as principais razões para a desaceleração do crescimento da multinacional de bens de luxo LVMH, proprietária de marcas como Christian Dior, Louis Vuitton e Moët & Chandon. A empresa entrou para a lista das dez maiores empresas do mundo, apresentando uma receita de 20 mil milhões de euros entre julho e setembro, o que representou um crescimento de 9%. No entanto, o negócio de vinhos e bebidas espirituosas, incluindo a marca de conhaque Hannessy, caiu 14% no trimestre.

O declínio do boom pós-pandemia nos bens de luxo

Os resultados divulgados pela LVMH na semana passada sugerem que o boom pós-pandemia nos bens de luxo, que impulsionou a empresa a alcançar uma avaliação de 500 mil milhões de dólares no início deste ano e a se tornar a primeira empresa europeia a atingir esse marco, está começando a diminuir. A queda na procura por produtos de luxo pode ser atribuída à instabilidade global, que afeta a mentalidade do consumidor em relação a gastos considerados frívolos. Pauline Brown, ex-presidente do grupo na América do Norte, destacou que a compra de bens de luxo é uma decisão psicológica e que a vontade de gastar diminui quando as pessoas estão conscientes das atrocidades que estão ocorrendo no mundo.

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